Você chama de amor.
Põe numa gaveta e ama a sós.
Respire!

Você diz amor,
Pra classificar o colapso
Deste ego faminto.
Respire!

Querido,
Bagunçamos chronos e kairos
E ainda não desci do seu pedestal.
Tire-me daqui, pois é preciso respirar.
Se nunca subi neste absconso pedestal,
Por que não me deixa descer?
Respire!

Você chama de amor.
Põe numa gaveta mofada e ama a sós.
Diz ser amor,
Pra classificar o colapso deste ego faminto.
Quantas vezes vai se perturbar,
Com suas imagos construídas em ferrugem e miopia?
Quantas vezes vai perder o ar, sentir perigar o peito estourar?
Embolar os diafragmas numa epopeia mental?
Quantas vezes seus olhos fundos vão me atravessar mortiferamente?
Respire!

Vociferar,
Atormentar,
Atropelar,
Palpitar.
Sufocar!

Que ânsia!
Ganância,
Vigilância,
Petulância,
Redundância!

Quantas intrépidas denúncias são necessárias,
Para que seus diafragmas mentais possam respirar?
Você chama solitária ferrugem de amor.
Põe numa gaveta e ama, tóxico e intenso, a sós.
Caminhe.
Reme.
Desintoxique-se.
Respire!

**Chinaira Raiazac**

 

 

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