Mostrar-se ao mundo requer coragem e bravura!

Deve ser feito sob a premissa de simples registrar e não de aceitação ou reciprocidade.

Mostrar-se ao mundo requer a audácia de mergulhar nas entranhas da incompreensão,

E continuar despindo-se pra si.

Requer vida, pulsação e intrepidez.

Trata-se de brindar ao cosmos seu papel energético nesse plano,

E receber as críticas rochas como simples plumas que só sabem falar a partir de si.

Portanto, saiba que mostrar-se ao mundo é, muitas vezes, solitário.

Mostrar-se ao mundo, criança,

Requer transcender os subornos ou castigos expressos em céu e terra.

Transcender a miopia da vaidade, julgamento e admiração.

Mostrar-se ao mundo, requer saber mostrar-se à si.

Requer suportar seus eus a sós aos escombros do âmago,

E aprender a dominá-los no escuro sem seus sentidos.

Mostrar-se ao mundo é perder o egoísmo que  mascara-se,

No adjetivo reservado, ao guardar-se só pra si.

E saber que poucos conseguem fazê-lo,

Ou respeitar seu feito. Não é pecado, criança!

Mostrar-se ao mundo funde a máxima do viver e do simples existir.

Mostrar-se ao mundo é mais que respiração intensa.

É fidelidade de si, mesmo diante da repulsa d’um oceano de gente que,

Aprendeu dizer e acreditar que é diferente.

Mesmo diante do embate e do choque que desestrutura

A zona de conforto do que o oceano reconhece como familiar, legítimo, notável.

Mostrar-se ao mundo requer menos lucidez e mais de si próprie!

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**Chinaira Raiazac**

 

 

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